Como robôs previram votação da reforma da Previdência e fizeram bancos lucrar

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Como robôs previram votação da reforma da Previdência e fizeram bancos lucrar

Enquanto os congressistas brasileiros debatiam por meses seguidos os pontos controversos da reforma da Previdência, um robô acompanhava os movimentos de cada um deles, a mais de 8 mil km de distância. O algoritmo, criado pela startup de tecnologia Arkera, rastreou diariamente todos os comentários dos deputados nos jornais brasileiros e nas páginas do governo para calcular as probabilidades de a reforma ser aprovada.

Semanas antes da aprovação do projeto-base, em julho, os dados processados pela inteligência artificial já permitiam aos analistas prever o resultado com pouquíssima margem de erro, dando aos investidores de Nova York e Londres a informação necessária para comprar a moeda brasileira, que, em maio, se encontrava no patamar mais baixo em oito meses. Desde a aprovação da reforma, o real já se valorizou mais de 8%.

Este é o tipo de informação estratégica valorizada pelo mercado. Para os clientes da Arkera em Wall Street e na City de Londres, o robô filtra o que é importante em meio ao ruído de localidades distantes.

“Tem gente demais para seguir no Twitter, sites demais, artigos demais”, diz Nav Gupta, co-fundador do Arkera de 48 anos que garante que o software pode processar a mesma quantidade de informação que mil analistas humanos. “É um problema muito caro e que todo mundo tem de enfrentar”.

A empresa levantou US$ 4,9 milhões junto a investidores no ano passado, incluindo Alan Howard, do fundo de investimentos Brevan Howard.”

Fonte – Gazeta do Povo / The Washington Post

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