BB Seguridade: lucro líquido cresce 10,7% no 1º trimestre do ano, mesmo com aumento de sinistros pela Covid-19

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BB Seguridade: lucro líquido cresce 10,7% no 1º trimestre do ano, mesmo com aumento de sinistros pela Covid-19

A BB Seguridade apresentou em seu balanço do 1º trimestre do ano um lucro líquido de R$ 977,06 milhões, o que representa uma alta de 10,7% em relação ao mesmo período de 2020. Em relação aos três meses anteriores, houve um crescimento de 6,6%.

Em relatório, a empresa que reúne os setores de seguros e previdência do Banco do Brasil, ressalta que o resultado é positivo principalmente se for considerado que os números dos primeiros três meses desse ano estão inteiramente impactados pelas consequências da pandemia, enquanto os de meses de igual período do ano passado praticamente não sofreram esses efeitos.

No conjunto, os prêmios emitidos pela unidade de seguros Brasilseg no trimestre cresceram 7,3% ano a ano, enquanto as reservas de previdência (PGBL e VGBL) da Brasilprev cresceram 6,4% em 12 meses, no ritmo projetado pela empresa para o ano. Há que se considerar que o agravamento da pandemia elevou a quantidade de avisos de sinistros nos produtos com cobertura de morte.

O aumento do resultado operacional não decorrente de juros (exholdings) foi de 7,4% nos três primeiros meses do ano em relação a igual período de 2020, abaixo do intervalo de crescimento projetado de 8% a 13% para o ano. Além do aumento de sinistralidade provocado por mortes de segurados pela Covid-19, também houver uma redução no volume de receitas de corretagem com bônus de performance na BB Corretora, decorrente da queda na emissão de prêmios de seguro prestamista.

Outras receitas e despesas da holding registraram queda de 53,2% em relação ao mesmo período de 2020, explicada por menores despesas tributárias de PIS e Cofins incidentes sobre as receitas financeiras (-75,3%), em razão da contração do saldo médio de aplicações financeiras e da taxa média Selic.

O resultado financeiro líquido da BB Seguridade (-R$10,8 milhões) foi impactado pelo menor volume de aplicações financeiras, decorrente da restituição de capital aos acionistas realizada em abril de 2020, e pela queda da taxa Selic.

A expectativa de avanço da imunização da população ao longo dos próximos meses tende a contribuir com a redução no número de mortes por Covid-19 e permitir uma retomada mais plena da atividade econômica, o que favorece a performance comercial e os indicadores de sinistralidade.

Fonte: Mais retorno

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