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22/07/2010: BC APROVA PARTICIPAÇÃO ACIONÁRIA DA CAIXAPAR NO BANCO PANAMERICANO 22/07/2010: DENÚNCIA DE ASSÉDIO MORAL DEIXA BANCO DO BRASIL EM SAIA JUSTA 22/07/2010: COPOM DECIDE POR AUMENTO MENOR DA SELIC, PARA 10,75% AO ANO 22/07/2010: FUNDO DE AMPARO AO TRABALHADOR ACUMULA SALDO POSITIVO DE R$ 3,2 BI
Título: BC APROVA PARTICIPAÇÃO ACIONÁRIA DA CAIXAPAR NO BANCO PANAMERICANO
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BC APROVA PARTICIPAÇÃO ACIONÁRIA DA CAIXAPAR NO BANCO PANAMERICANO
A diretoria do Banco Central (BC) aprovou dia (19) deste mês, a proposta de compra de 35,54% do capital social total do Banco PanAmericano, feita pela Caixa Participações S/A, empresa holding de participações da Caixa Econômica Federal, em novembro do ano passado.
De acordo com a proposta analisada pelo BC, a Caixa oferece R$ 739,27 milhões pelo lote de 64,621 milhões de ações ordinárias, que corresponde a 49% do capital social com direito a voto, mais 24,712 milhões (20,69%) das ações preferenciais do Banco PanAmericano.
Com isso, a CaixaPar está autorizada a adquirir 35,54% do capital social total do Banco PanAmericano e dividirá o controle do banco com a Silvio Santos Participações, que fica com 37,6% do capital. Como acionistas majoritários, a CaixaPar e a Silvo Santos vão constituir, em igualdade de condições, o Conselho Administrativo do banco e exercer sua presidência, alternadamente.
Nota divulgada hoje (20) pela Caixa informa que a presidente da instituição, Maria Fernanda Ramos Coelho, considera a CaixaPar e o PanAmericano empresas com objetivos complementares. Isso vai permitir, segundo ela, a soma de esforços para que a Caixa “reforce a estratégia de democratizar a oferta de crédito e o processo de bancarização”.
Na opinião de Márcio Percival Alves Pinto, presidente da CaixaPar, a consolidação da parceria é importante porque além de permitir maior oferta de crédito, com expectativa de crescimento superior a 40% neste ano, também contribui para que mais brasileiros tenham acesso a serviços bancários e para a expansão sustentável da economia doméstica.
No seu entender, a parceria sinaliza novas oportunidades negociais com pessoas físicas e jurídicas, e estima um potencial para ampliação da base de clientes da Caixa em mais 2,5 milhões de contas. Percival fala também no aumento do provável aumento do número de canais da Caixa para 52 mil pontos de vendas e de negócios, destinados, basicamente, ao atendimento da população de baixa renda.
A parceria permitirá que a Caixa atue em segmentos nos quais a instituição não opera, como nos casos de arrendamento mercantil e participação no mercado de veículos, no qual o Banco PanAmericano opera com destaque em financiamento e leasing. Por sua vez, o PanAmericano vai poder operar com oferta de crédito imobiliário às populações mais carentes. Fonte / Agencia Brasil
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Título: DENÚNCIA DE ASSÉDIO MORAL DEIXA BANCO DO BRASIL EM SAIA JUSTA
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DENÚNCIA DE ASSÉDIO MORAL DEIXA BANCO DO BRASIL EM SAIA JUSTA Gabriel Caprioli
Funcionária diz ter sido coagida por superiores a pedir a aposentadoria. Recentemente, banco estatal já foi condenado a pagar indenização
Ameaças de demissão e condutas inadequadas de superiores colocaram o Banco do Brasil (BB) em uma nova saia justa. Uma ex-funcionária acusa a instituição de ter sido impelida a deixar o cargo e a pedir aposentadoria antecipada após episódios de assédio moral sofridos no trabalho.
A denúncia foi documentada em cartas — às quais o Correio teve acesso — direcionadas ao Conselho de Administração do banco, à Ouvidoria-Geral da União (OGU) e ao Sindicato dos Bancários de Brasília. Nos textos, Vânia Venâncio, ex-gerente da Ouvidoria do BB, departamento responsável justamente por receber e apurar irregularidades internas na instituição, queixa-se da falta de experiência gerencial do chefe imediato, um sindicalista que teria adotado uma espécie de “política de Salomé”, como conta a própria funcionária.
“Fui comunicada pelo gerente-executivo a que estava subordinada (...) que ‘tinham pedido minha cabeça’, mas que ele iria me manter no cargo e analisar meu desempenho. Creditei essa forma inadequada de condução à sua pequena experiência gerencial no BB. Essa alusão a uma política de Salomé, que tem como premissa o corte de cabeças, deu o tom de nossa relação ao longo dos meses”, relatou em um dos comunicados.
Sindicato vai à Justiça
A funcionária que acusa o Banco do Brasil de assédio moral preferiu não comentar as denúncias, alegando já ter enviado as solicitações aos órgãos competentes. Em uma das cartas, ela relata a dificuldade que a Ouvidoria (1)tem em apurar irregularidades. “A localização da Ouvidoria Interna no quinto escalão da arquitetura organizacional do BB traz dificuldades previsíveis de cunho político-institucional. Como uma gerente de divisão vai conduzir denúncias de superintendentes, gerentes-executivos, diretores e demais funções estratégicas?”
A OGU, órgão subordinado à Controladoria-Geral da União (CGU), confirmou o recebimento das denúncias no mês passado e ressaltou que, ao relatar o pedido de aposentadoria, a ex-funcionária enfatizou a falta de autonomia operacional como um dos principais problemas que a expunham ao assédio moral. A OGU pediu explicações ao banco, que ainda não respondeu à acusação. Ao Correio, a assessoria da instituição informou que “a demanda da funcionária aposentada refere-se a processos internos e está sendo avaliada por instâncias internas, que tratam de tais assuntos”.
O caso também foi levado ao Sindicato dos Bancários de Brasília, que prepara a documentação para acionar o BB na Justiça. De acordo com o diretor do sindicato, Rafael Zanon, casos envolvendo denúncias de assédio moral ainda são de difícil resolução. “O assunto é novo e ainda há uma certa dificuldade em resolver esses casos administrativamente. O que a gente normalmente faz, com a autorização do funcionário, é mandar para o Judiciário.”
Recentemente, o BB foi condenado pela 6ª vara do trabalho a pagar R$ 200 mil a uma funcionária que afirmou sofrer constantes retaliações por parte do banco após participar de uma greve, em 2008. Na época, ela teve seus pertences retirados do local de trabalho e foi vítima de campanhas difamatórias. Ao responder a muitos dos pontos da ação, o banco afirmou que se tratavam de “devaneios” da funcionária.
De acordo com a OGU, a solicitação da funcionária pode resultar na abertura de uma sindicância para investigação no banco. Caso seja constatado o assédio moral, a instituição pode sofrer um processo administrativo disciplinar. O BB informou, por meio da assessoria de imprensa, que o Conselho de Administração, presidido pelo secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, recebeu as reclamações e as encaminhou aos departamentos do banco que têm competência para a análise. (GC) Fonte / Correio Braziliense
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Título: COPOM DECIDE POR AUMENTO MENOR DA SELIC, PARA 10,75% AO ANO
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COPOM DECIDE POR AUMENTO MENOR DA SELIC, PARA 10,75% AO ANO (Eduardo Cucolo e Mario Sergio Lima)
Pressionado pela divulgação de indicadores que apontam a desaceleração da economia brasileira, o Banco Central decidiu, por unanimidade, reduzir o ritmo de aumento da taxa básica de juros. O Copom (Comitê de Política Monetária do BC) elevou os juros de 10,25% para 10,75% ao ano.
A intensidade do aumento foi menor que a realizada nas duas reuniões anteriores do Copom, quando a taxa havia subido 0,75 ponto percentual.
Com decisão do Copom, Brasil mantém liderança em juros reais Veja como a taxa básica de juros influencia a economia Alta da Selic demonstra medo exagerado, avaliam entidades do comércio.
"Avaliando a conjuntura macroeconômica e as perspectivas para a inflação, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic para 10,75% ao ano, sem viés. Considerando o processo de redução de riscos para o cenário inflacionário que se configura desde a última reunião do Copom, e que se deve à evolução recente de fatores domésticos e externos, o comitê entende que a decisão irá contribuir para intensificar esse processo", informou o BC.
A medida foi criticada pela indústria, comércio e centrais sindicais. A taxa básica começou a subir em abril. Na época, estava em 8,75% ao ano, menor patamar da história recente. Desde então, houve dois aumentos que trouxeram os juros de volta ao patamar de dois dígitos.
Até a semana passada, o mercado financeiro mantinha a expectativa de que o BC anunciaria um novo aumento de 0,75 ponto na Selic. As apostas começaram a mudar na última quinta-feira, quando o presidente do BC, Henrique Meirelles, afirmou em uma entrevista não programada que a decisão do Copom não estava fechada.
A afirmação foi interpretada pelo mercado financeiro como uma sinalização de que o BC poderia reduzir o ritmo de alta dos juros.
APERTO Quando o BC iniciou esse novo ciclo de aperto monetário, a economia crescia a uma taxa próxima de 10% ao ano, e a inflação projetada beirava os 6%, taxas consideradas insustentáveis pelos economistas.
Desde maio, no entanto, novos indicadores mostraram desaceleração da atividade econômica e dos principais índices de preços. Com isso, cresceu a pressão dentro do próprio governo para que o BC abandonasse a política de aumento dos juros ou, pelo menos, reduzisse o ritmo de alta.
Com a retirada de estímulos governamentais, houve arrefecimento da produção industrial e das vendas do varejo e de automóveis.
Também pode ter pesado o fato de o IBGE ter informado ontem que o IPCA-15, prévia da inflação oficial, registrou deflação de 0,09% em julho.
O aumento da Selic ainda é parte da política do governo para retirar os estímulos ao crescimento econômico anunciados durante a crise de 2008. Além de elevar os juros, o governo anunciou o fim de incentivos fiscais (como o IPI zero para carros) e a retirada de dinheiro da economia por meio do aumento nos depósitos compulsórios dos bancos.
A próxima reunião do Copom, que se reúne a cada 45 dias, está marcada para os dias 31 de agosto e 1º de setembro. Há ainda dois outros encontros até o fim do ano, no final de outubro e início de dezembro.
INFLAÇÃO No últmo relatório de inflação, o BC subiu a previsão de 5,2% para 5,4% em 2010, acima do valor central de 4,5% para a meta estabelecida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional). Para 2011, a expectativa passou de 4,9% para 5,0%. Na semana passada, no entanto, o mesmo BC informou que o nível de atividade da economia brasileira ficou estável em maio em relação a abril, após 16 meses seguidos de crescimento.
Em relação a maio de 2009, o IBC-Br aponta crescimento de 9,4%, abaixo da expansão de 10,8% registrada na comparação entre abril de 2009 e 2010. Depois de um primeiro trimestre de forte expansão (9%), a economia brasileira começa a dar sinais de desaceleração. Nos cinco primeiros meses do ano, a economia cresceu 10,3%, abaixo dos 10,5% registrados entre janeiro e abril. Fonte / Folha Online
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Título: FUNDO DE AMPARO AO TRABALHADOR ACUMULA SALDO POSITIVO DE R$ 3,2 BI
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FUNDO DE AMPARO AO TRABALHADOR ACUMULA SALDO POSITIVO DE R$ 3,2 BI (Mário Sérgio Lima)
O MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) divulgou nesta quarta-feira que o FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), cujos recursos são usados para custear o seguro-desemprego e abono salarial, fechou o primeiro semestre do ano com um saldo positivo de R$ 3,213 bilhões, uma alta de 88,15% em relação ao resultado do mesmo período do ano passado, quando acumulou R$ 1,7 bilhão.
Segundo o MTE, as contribuições de PIS/Pasep foram a principal fonte de arrecadação do FAT no primeiro semestre deste ano, acumulando R$ 13,8 bilhões no período (avanço de 22,64% ante os seis primeiros meses de 2009). As outras receitas somaram R$ 5,3 bilhões.
O saldo foi obtido após despesas de R$ 10,19 bilhões para o pagamento de seguro-desemprego, R$ 163,5 milhões para o custeio do abono salarial, R$ 107,9 milhões para outros projetos e atividades e mais R$ 5,5 bilhões para programas do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
Ainda de acordo com o Ministério, 3,624 milhões de trabalhadores receberam seguro-desemprego no primeiro semestre deste ano, um número 11% abaixo do registrado em mesmo período de 2009, quando 4.072 milhões foram beneficiados. A previsão é de que, até o fim do ano, 6,6 milhões de trabalhadores recebam o seguro-desemprego, abaixo dos 7,330 milhões de contemplados no ano passado. Fonte / Folha Online
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