Aumenta o uso do cartão de crédito para comprar remédios e alimentos

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Aumenta o uso do cartão de crédito para comprar remédios e alimentos

Segundo a pesquisa do CNDL/SPC Brasil, 40% dos brasileiros recorreram a alguma modalidade de crédito, sendo o cartão de crédito o mais comum

O uso de cartão de crédito não se limita mais a compras de itens de valores mais altos. A forma de pagamento, que antes era utilizada, principalmente, para parcelar compras mais caras, hoje em dia inclui despesas correntes, como produtos de primeira necessidade. De acordo com o levantamento feito pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), no último mês de junho, a compra de alimentos em supermercado lideraram as aquisições feitas com cartão de crédito, com 63% de menções, seguida de remédios, com 45%, e combustíveis, com 37%. Em quarto lugar, aparecem gastos com roupas, calçados e acessórios, com 36%.
Segundo a pesquisa do CNDL/SPC Brasil, 40% dos brasileiros recorreram a alguma modalidade de crédito, sendo o cartão de crédito o mais comum. Para a bancária, Martha Oliveira, 52 anos, a flexibilidade de poder parcelar, torna a compra atrativa. “Como minha mãe é idosa, eu chego a gastar 20% da minha renda com medicamentos. Quando não tenho o valor total da fatura, opto pelo pagamento com o cartão. Além de poder adiar o pagamento, ainda posso dividir o valor”, explicou.

Na avaliação da economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, a onda crescente de uso do rotativo não é de agora. “A gente vê um movimento ruim do cartão de crédito desde sempre”, afirma. De acordo com ela, as pessoas acabam escolhendo o cartão para compras que deveriam privilegiar o pagamento à vista. “Nós ainda estamos em um momento muito incerto economicamente. O cartão precisa ser usado com cautela”, aconselhou Marcela.

A fotógrafa Mônica de Albuquerque, 51, conta que mesmo não gastando muito com medicamentos, prioriza sempre o pagamento em débito.  Para Mônica, o uso do rotativo pode acabar se tornando uma bomba relógio para quem não tem controle econômico. “Eu prefiro gastar de acordo com o que eu tenho. Gastos com cartão são um risco, já que você gasta um dinheiro que não é seu”, acrescentou.

Fonte – Correio Braziliense

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