Nova tecnologia promete revolução nas operações com Bitcoin

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Nova tecnologia promete revolução nas operações com Bitcoin

Blockchain chega ao mercado com promessa de agilidade e segurança nas transações.  A tecnologia blockchain, conhecida por ser empregada nas operações envolvendo a criptomoeda Bitcoin, promete uma revolução nas transações bancárias e na forma como as informações são armazenadas, apontam especialistas. O grande diferencial da estrutura de dados e registros compartilhados é a agilidade e a segurança imprimida nas transações.

“Essa tecnologia faz com que o custo seja muito menor e haja uma agilidade maior. O banco de dados é distribuído na rede, não tem um lugar central, por onde as informações devem passar”, explica o professor de inovação digital do Ibmec Marcelo Minutti.
De olho nos benefícios da tecnologia, instituições financeiras do mundo inteiro fazem testes e, aos poucos, vão incorporando o sistema em seus serviços. A última foi a American Express que, em novembro, introduziu pagamentos instantâneos utilizando a Ripple – uma rede de pagamentos transfronteiriços.
A iniciativa é uma parceria com o banco Santander. Os clientes da American Express podem efetuar transferências para clientes do banco espanhol, que estão no Reino Unido, em tempo real e sem a necessidade de cartão de crédito. Todos os envolvidos podem rastrear a transação e ver seus custos. De acordo com as empresas, a ideia é ampliar o serviço no futuro.
Para Minutti, nos próximos anos, vai haver uma revolução nos sistemas financeiros. “Alguns bancos centrais de vários países já estão fazendo testes com blackchain para garantir a segurança em transações entre países. O Banco Central brasileiro tem um grupo de estudos. Tudo é registrado na rede e modificar o que foi feito é muito difícil, por isso as possibilidades de fraudes serão cada vez menores”, avalia.
Os riscos ainda estão sendo mensurados por ser, relativamente, recente. A head da área de Tecnologia e Entretenimento do Vinhas e Redenschi Advogados, Sandra Rogenfisch, não descarta os perigos envolvendo hackers, mas acredita que a plataforma oferece mais segurança do que as transações tradicionais.
“Está sendo testado todo dia. Na medida que em aparecem riscos, eles são contornados. As empresas priorizam os prazos, mas sem deixar de lado a segurança. Só os clientes têm acesso às informações”, afirma.
Segundo ela, a aplicação da blockchain vai muito além das transações bancárias. “Contribui para uma mudança importante na forma como se faz registros. O mercado de ações tem uma série de intermediários que, com a tecnologia blockchain, pode reduzir custos. Até na internet das coisas, operações que se repetem com frequência, cadastros através de códigos matemáticos”, pontua.
Fonte  – Correio Braziliense

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